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22 de fevereiro de 2019

O papel das cidades na transição energética

Primeiro evento do Núcleo de Energia do CEBRI em 2019 une especialistas holandeses, executivo do setor de tecnologia e especialista em mobilidade urbana

Cidades concentram 55% da população global, percentual que tende a aumentar para 70% em 2050 segundo dados da ONU. Atualmente, centros urbanos já são responsáveis por 80% do PIB global e por 2/3 das emissões de gases de efeito estufa. Diante desse contexto, cidades estão expostas aos grandes desafios e riscos oriundos de mudanças climáticas, urbanização acelerada e infraestrutura precária, ao mesmo tempo em que têm se consolidado como protagonistas na ação climática.

O primeiro evento de 2019 organizado pelo Núcleo de Energia do CEBRI debruçou-se, em parceria com a Catavento Consultoria e com o apoio do Consulado da Holanda, sobre as oportunidades e desafios que a transição energética traz às cidades, incluindo o papel da tecnologia e particularidades do cenário brasileiro.

Realizado em 21 de fevereiro de 2019, contou com a abertura de Jorge Camargo, conselheiro do CEBRI, seguida de contextualização conduzida por Clarissa Lins, sócia fundadora da Catavento Consultoria e senior fellow do CEBRI. O painel de discussão contou com a participação de Paul Matthieu – diretor de transição energética da cidade de Nijmegen (Holanda) -, Hans van Ammers – conselheiro sênior em mitigação e adaptação climática da cidade de Arnhem (Holanda) -, Marcelo Porto – vice-presidente da IBM Cloud Latin America – e Luis Antonio Lindau – diretor do WRI Cidades. As ricas discussões promovidas pelos painelistas proporcionaram visões distintas e complementares sobre os desafios e oportunidades impostos às cidades.

Os especialistas holandeses trouxeram o exemplo de “cidades gêmeas” de porte médio que estabeleceram uma estratégia de longo prazo robusta, incluindo uma forte rede de parceria entre diferentes stakeholders. Já a visão de Marcelo Porto enfatizou a importância de cidades se apropriarem da ampla gama de dados e tecnologias disponíveis de modo a tomar decisões de forma mais eficiente, garantindo melhorias na qualidade de vida dos cidadãos. Por fim, Lindau trouxe luz à importância de um planejamento para a mobilidade urbana alinhado às tendências globais de eletrificação e compartilhamento, enfatizando os desafios da realidade brasileira.

O evento culminou em uma rodada de perguntas e respostas moderada por Clarissa Lins, contando com ricos questionamentos e provocações da audiência, que incluía executivos de empresas do setor de energia, tecnologia, oficiais de governo, embaixadores e acadêmicos.

De modo a consolidar as questões debatidas no evento, assim como aprofundar a análise à luz de tendências globais e particularidades brasileiras, o CEBRI, em parceria com a Catavento, publicou um paper que pode ser baixado aqui.