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1 de junho de 2016

Clarissa Lins participa de debate sobre O&G promovido pelo Instituto Ethos

Clarissa falou a respeito dos desafios da indústria de óleo e gás na transição para uma economia de baixo carbono em debate sobre “Os custos e implicações para transição para economia de baixo carbono: o caso do petróleo no Rio de Janeiro”

A Conferência Ethos, ocorrida em junho de 2016 no Rio de Janeiro, abordou o tema da relavância do setor de petróleo para a economia do Estado em um contexto de crise global do setor, desafios locais adicionais em função da situação financeira da Petrobras, além de pressões advindas dos compromissos climáticos assumidos pelo governo brasileiro no âmbito da COP21. O painel contou com a participação de representante da FIRJAN, da iniciativa privada e foi mediado por Celina Carpi, conselheira do Instituto Ethos.

Reconhecendo a importância do setor de óleo e gás para o desenvolvimento local já que, de acordo com dados compilados pela FIRJAN em 2014, o Estado do Rio de Janeiro concentra mais de 80% das reservas de petróleo e 55% da reserva de gás,  Clarissa ponderou que a agenda de transição para uma economia de baixo carbono enfrenta desafios sobre os quais deve-se começar a planejar desde já.

Dentre esses desafios, destacam-se, por exemplo,  a definição do horizonte temporal a guiar o planejamento das ações necessárias, bem como a estratégia para gestão da base de infraestrutura já instalada. Nesse sentido, a indústria de O&G pode ter uma contribuição importante, na medida em que concentra um grande know how em tecnologia, P&D e inovação, além de relacionamento com diversos stakeholders, como governo, reguladores, comunidades locais e investidores.

Por outro lado, as empresas do setor devem contribuir para esse planejamento de longo prazo de diversas formas: não abrindo mão da excelência operacional e da minimização do impacto socioambiental das operações; utilizando suas capabilities para o desenvolvimento de novas tecnologias menos intensivas em carbono; ou ainda diversificando seu portfólio no intuito de englobar investimentos em energias renováveis. Algumas empresas globais já demonstram estar se preparando para isso.

Um importante fator para que a transição se dê com maior nível de previsibilidade e eficiência na alocação de recursos seria o estabelecimento de mecanismos de precificação de carbono. Clarissa defendeu que esse debate ocorra de maneira consistente no Brasil, incluindo na discussão atores da indútria de óleo e gás.