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19 de julho de 2016

Conselho Mundial de Energia promove mesa-redonda sobre COP21 e setor de energia

A Catavento consultoria integra mesa de debate sobre o papel do setor de energia face aos compromissos climáticos assumidos em Paris

Por ocasião da conferência regional promovida pelo Conselho Mundial de Energia (WEC) no Rio de Janeiro, em julho de 2016, Clarissa Lins participa de debate sobre a relevância e o papel do setor de energia no atingimento das metas de redução de emissões de gases de efeito estufa.

Em painel mediado por Christoph Frei, secretário geral do WEC, o Professor da COPPE/UFRJ Roberto Schaeffer, também integrante do painel global de cientistas responsável por fornecer os dados científicos à comunidade internacional – IPCC, começou com um tom otimista a respeito dos esforços empreendidos por todos os países para se chegar a um acordo vinculante global na COP21. Todavia, as intenções declaradas não chegam ao resultado pretendido de aumento máximo de tempoeratura de até 2°C, ficando mais provavelmente em 2,7°C. Fica evidente, desta forma, que há um desafio adicional posto a cada país no sentido de ser mais ambicioso em suas metas.

Neste contexto, o setor de energia adquire importância redobrada, uma vez que é responsável por cerca de dois terços das emissões globais. O presidente da Enel no Brasil, Carlo Zorzoli, apontou que o setor elétrico enxerga o momento como muito oportuno para estimular novas tecnologias e/ou modelos de negócios, destacando, por exemplo, smart grids e smart cities como soluções de mercado que podem contribuir para um sistema elétrico mais eficiente e menos emissor.

Clarissa Lins, por sua vez, apontou para a importância crescente dada às políticas climáticas no setor de energia. Embora ainda não estejam ditando as decisões de curto prazo, têm um papel crescente no planejamento de longo prazo das empresas. Neste contexto, é fundamental envolver cada vez mais tomadores de decisão neste debate, tanto os formuladores de políticas públicas quanto os executivos do setor empresarial. Clarissa também reforçou a importância do debate vir acompanhado de uma discussão sobre os sinais econômicos a serem dados neste período de transição para uma economia menos intensiva em carbono, com destaque para mecanismos de precificação.

Como representante da sociedade civil chilena, Rodrigo Andrade, diretor do Dialogo Minero Energético y Extractivo Latinoamericano,  alertou para a ocorrência cada vez mais frequente de eventos climáticos extremos em seu país. Dessa forma, acolheu o debate da mesa-redonda como extremamente oportuno para ampliar o nível de consciência sobre a necessidade de se estimular diversas fontes energéticas, de forma segura e acessível para todos.

Por fim, o Ministro de Eletricidade e Energia Renovável do Equador, Esteban Albornoz Vintimilla, ressaltou o papel do agente público em acenar com os incentivos corretos na área de energia. O Equador estimula maior penetração de energias renováveis em sua matriz, conseguindo obter resultados satisfatórios e inspiradores para demais países da região.

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