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24 de outubro de 2016

Perspectivas de inserção de veículos elétricos

Ao analisar as perspectivas de inserção dos veículos elétricos na matriz de transporte, a Catavento contribui para o debate sobre as profundas mudanças em curso na mobilidade urbana, impulsionadas pelo desejo de descarbonização da sociedade.

O paper “Perspectivas de inserção de veículos elétricos” é fruto da inquietação da equipe da Catavento sobre as reais possibilidades e consequências de maior participação desse tipo de veículos na matriz de transporte.  Seu conteúdo foi desenvolvido a partir de uma pesquisa primária de literatura, com foco no entendimento da dinâmica global por trás dos investimentos vultosos no setor.

Diversos fatores explicam o entusiasmo pelas perspectivas crescentes de inserção de veículos elétricos, tais como a pressão por reduzir a participação das emissões de carbono associadas ao transporte, o desejo de diminuir a dependência de combustíveis fósseis e o avanço recente obtido na tecnologia das baterias.

Embora representem ainda apenas cerca de 0,1% da frota global de veículos, as vendas de carros elétricos têm crescido a uma taxa anual composta de cerca de 85% desde 2011, impulsionadas por alguns mercados como Estados Unidos, China, Noruega e Holanda. Políticas governamentais, investimentos planejados no desenvolvimento da tecnologia e comportamento dos consumidores são, sem dúvida, fatores determinantes para o sucesso deste tipo de veículo e são mapeados ao longo do paper.

Há vários cenários possíveis para a inserção dos veículos elétricos, sendo os mais agressivos aqueles compatíveis com maiores restrições à emissão de gases de efeito estufo. Segundo o IEA, políticas climáticas que limitem o aumento da temperatura global a +2°C podem levar os veículos elétricos a representarem 43% da frota global em 2050.

De toda forma, diferentes estimativas levam em conta os investimentos vultosos da indústria automobilística nesta tecnologia, montando a mais de 50 bilhões de dólares para as empresas líderes do setor no horizonte até 2020/2030.

Neste contexto, há sérias consequências para diversas indústrias – notadamente energia elétrica e petróleo – que devem ser levadas em conta em uma visão de longo prazo. O consumidor do século XXI já sinalizou que a combinação de conectividade, compartilhamento de uso e maior autonomia são variáveis decisivas para suas escolhas.

Dessa forma, encorajo você a ler nosso estudo e enviar seus comentários.

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