CONSULTORIA | PROJETOS

PROJETO

Shell

SETOR Energia

PRODUTOS

A Shell trouxe para o Brasil o debate em torno do “stress nexus”, para discutir a interrelação entre energia, alimentos e água. O evento contou com especialistas do Brasil e do exterior que debateram, em agosto de 2014, os desafios afetos a cada um desses temas. A consolidação do debate foi realizada pela Catavento, por meio da publicação de um documento disponível aqui.

Em agosto de 2014, a Shell Brasil promoveu, em parceria com o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, o debate Powering Progress Together, também intitulado Impulsionando o Progresso Juntos. O objetivo da iniciativa, lançada globalmente em Rotterdam, em 2012, é abordar de forma sistêmica a interrelação entre três elementos fundamentais para o bem-estar da humanidade: acesso a água, energia e alimentos.

O debate no Brasil contou com a participação de inúmeros especialistas, dentre os quais o pesquisador Eduardo Assad (EMBRAPA), Eduardo Bastos (Presidente do Comitê de Sustentabilidade da ABAG) e Fabio Scarano(então Vice Presidente da Conservação Internacional – CI) no painel de alimentos; Antonio Félix Domingues (ANA), Newton Azevedo (ABDIB), Michel Becker (WWF) e Claudio Szlafsztein (UFPA) no painel de água; e Edmar Almeida (UFRJ), Marco Antônio Siqueira (PSR Consultoria), Weber Amaral (USP/Esalq) e Robin Gaeta (Shell) no painel de energia.

Os debates ocorridos nas diferentes mesas sinalizaram a existência de quatro pontos críticos comuns aos três elos do nexus (água, energia e produção de alimentos) cuja relevância deve direcionar a atenção e os esforços de governos e empresas:

– Mitigação do desperdício: o Brasil tem elevados índices de desperdício nos três elos: água, alimentos e energia. O consumo/utilização irresponsável e a ineficiência dos sistemas de distribuição ocasionam perdas significativas. Dado que água, energia e alimentos são também insumos no processo de geração de energia, produção de alimentos e tratamento de água, o desperdício combinado dos três elos é ainda mais alto;

– Redução da degradação florestal: O combate ao desmatamento da cobertura vegetal das bacias hidrográficas precisa ser monitorado para assegurar a manutenção da quantidade e qualidade da água produzida por essas bacias. As medidas para mitigar a deterioração da mata ciliar, das encostas e da vegetação dessas áreas passam por projetos de aproximação com produtores rurais e proprietários de terra, por meio da ampliação de programas como o Projeto Produtor de Água.

– Valoração dos recursos naturais: A cultura da abundância instalada no país atrapalha a priorização e o foco em medidas para melhoria do lado da demanda. Tal cultura é aprofundada pela desinformação da população e a busca por soluções limita-se ao desenvolvimento de formas de ampliar a oferta. O foco do governo e da sociedade na oferta conduz à falta de medidas de estimulo à redução no consumo e ao uso racional de água, energia e alimentos. A falta de reflexo dos níveis de abastecimento dos reservatórios no preço da energia elétrica e da água distribuída, por exemplo, não transmite a percepção do real valor dos recursos hídricos para o consumidor. Dessa forma, reduz-se a atratividade de iniciativas de eficiência energética e combate ao desperdício de água. Faltam políticas de incentivo que premiem empresas mais eficientes e indivíduos mais conscientes e/ou sobretaxem os desperdiçadores desses recursos;

– Planejamento e gestão integrada: o aprofundamento da interdependência entre água, energia e alimentos deixa cada vez menos espaço para uma visão fragmentada desses três temas. Planejamento hídrico está intimamente ligado aos planos de geração de energia, de fomento à agricultura, de urbanização e de preservação ambiental. A maximização dos benefícios para a sociedade proporcionados pelo uso da água exige a integração dos diferentes planos setoriais. Nesse sentido, é preciso avaliar as externalidades provocadas pela priorização de cada elo do stress nexus e seus respectivos impactos nos demais. Isso significa, por exemplo, mensurar a extensão dos impactos sobre a produção de alimentos causados pelo aumento do uso da água para geração de energia, ou dos efeitos decorrentes do aumento da irrigação na agricultura sobre a geração de energia e disponibilidade de água para os sistemas de abastecimento das cidades.

Sobre a Shell

A Royal Dutch Shell é uma empresa global de energia com cerca de 92 mil funcionários em mais de 70 países e territórios. No Brasil, a Shell emprega cerca de mil pessoas e atua nos segmentos de óleo & gás Upstream, Downstream e Projetos & Tecnologia. A empresa busca superar os desafios do novo futuro energético, trabalhando para atender à crescente demanda mundial por energia de maneira econômica, ambiental e socialmente responsável.

Fonte: website Shell Brasil