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9 de dezembro de 2015

Tendências para o setor de energia são apresentadas no IBP pela Catavento

Estudo “Tendências para o setor de energia no longo prazo” é lançado pelo presidente do Instituto, Jorge Camargo

O crescimento acelerado das grandes cidades, a expansão da urbanização, o envelhecimento da população, o aumento da renda e as alternativas cada vez mais disseminadas de mobilidade serão fatores determinantes para a mudança das matrizes de oferta e consumo de energia no mundo nos próximos anos e décadas. A conclusão é do estudo “Tendências para o Setor de Energia no Longo Prazo”, encomendado a pedido do Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) para a consultoria Catavento e apresentado no evento em comemoração ao 58º aniversário do Instituto, no dia 23 de novembro.

Fonte: website do IBP

Para Clarissa Lins, economista e sócia fundadora da Catavento, é “muito relevante o fato de um instituto como o IBP, que representa a indústria do petróleo, dar atenção a esse tema e tentar se antecipar às mudanças que ocorrerão”.

O presidente do IBP, Jorge Camargo, afirmou que “não resta dúvida que o setor vive uma fase de transição” e que há uma conjuntura favorável para a redução de emissões de CO2 – uma das prioridades do setor. Camargo destacou ainda que o modo mais rápido, fácil e econômico de cortar emissões é investir em gás natural e usá-lo para deslocar a demanda por carvão, fonte mais poluente de todas.

Segundo o documento, todos esses fatores irão pressionar e alterar a participação das fontes de oferta de energia, com ganho das fontes renováveis (solar, eólica e outras) – cujo peso deve passar de 13% em 2012 para 16% em 2025, de acordo com as estimativas da Agência Internacional de Energia, considerando o cenário New Policy. Em 2040, esse percentual estimado é 19%. Assim, reduz-se a predominância das fontes mais tradicionais (carvão e óleo) e chega-se em 2040 a um  mix mais equilibrado de fontes energéticas, distribuídas entre carvão, óleo, gás e renováveis.

O estudo se baseou em informações de mais de 35 instituições, como OCDE, Fórum Econômico Mundial e Agência Internacional de Energia. Os pesquisadores entrevistaram ainda cerca de 40 pessoas, entre acadêmicos, executivos, especialistas do Brasil e do exterior, diretores e conselheiros do IBP.

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