CONHECIMENTO

Mercados voluntários de carbono

Clarissa Lins | Bruna Mascotte | Tamara Fain
agosto de 2021

Perspectivas de oferta e demanda em um contexto de transição para uma economia de baixo carbono

Clarissa Lins | Bruna Mascotte | Tamara Fain
agosto de 2021

Perspectivas de oferta e demanda em um contexto de transição para uma economia de baixo carbono

Produção de conhecimento

Mercados de carbono são uma das formas de precificar emissões de gases de efeito estufa. Tanto os mercados regulados como os voluntários têm estado no centro das discussões sobre a transição para uma economia de baixo carbono, diante do aumento de metas de neutralidade de emissões (net zero) por parte de países e empresas.

Em um cenário em que os diferentes setores da economia deverão reduzir ao máximo suas emissões, sabe-se que restarão emissões residuais para as indústrias carbono intensivas como siderurgia, cimento e química. Com isso, ganham espaço os mecanismos de compensação de emissões (offsets), como os estabelecidos pelos mercados voluntários de carbono. A partir deles, empresas podem compensar ou neutralizar suas emissões residuais por meio da compra de créditos de carbono.

Diferente dos mercados regulados, os mercados voluntários de carbono não contam com uma regulação específica, nem possuem um órgão de governança central para sua verificação. Por este motivo, por muito tempo foi gerada uma desconfiança quanto à efetividade desta estratégia.  Apesar disso, iniciativas como a Taskforce on Scaling Voluntary Carbon Markets (TSVCM) trabalham para que seja estabelecida uma estrutura comum a todos os stakeholders envolvidos nestas transações para tornar o mercado voluntário mais crível, transparente, robusto e legítimo.

Considerando sua vocação florestal natural, o Brasil pode, e deve, valorizar o seu papel de ofertante de créditos de carbono advindos de soluções baseadas na natureza. Estudos indicam que há um potencial de gerar até US$ 17 bilhões [1] para o país por meio de projetos de redução de emissões decorrentes do desmatamento e da degradação de florestas (REDD+).

Neste paper, a Catavento buscou avaliar, em diversas fontes de referência sobre o assunto, quais são as perspectivas para o crescimento dos mercados voluntários de carbono globais, incluindo desafios a serem ultrapassados, potenciais de demanda e oferta, melhorias propostas pela TSVCM, e, por fim, oportunidades para o Brasil neste contexto.

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Observação: o conteúdo do paper está disponível apenas em inglês.

Referências:

[1] RONALDO SEROA DA MOTTA. Oportunidades e Barreiras no Financiamento de Soluções Baseadas na Natureza. 2020

 

 

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