Catavento publica Paper #19 e Factsheet #32 sobre os desafios e oportunidades do etanol de milho na transição energética
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Catavento publica Paper #19 e Factsheet #32 sobre os desafios e oportunidades do etanol de milho na transição energética

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junho de 2026

Analisando as implicações do crescimento deste combustível para a descarbonização, a segurança energética e a transição energética

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Os materiais, de autoria de Clarissa Lins, Bruna Mascotte, Tamara Fain, Maria Luiza Miraglia e Ana Guimarães, foram desenvolvidos no âmbito de um amplo processo de engajamento com mais de 40 stakeholders brasileiros e internacionais, culminando em uma mesa-redonda de alto nível realizada em abril de 2026.

À medida que o etanol de milho amplia, ano após ano, sua participação na matriz energética brasileira, a Catavento estruturou esta iniciativa com o objetivo de compreender melhor os fatores que impulsionam esse crescimento e avaliar suas implicações para a descarbonização, a segurança energética e a transição energética de forma mais ampla. O estudo consolida as principais mensagens desse processo de pesquisa e engajamento, explorando as oportunidades, os desafios e as ações necessárias para fortalecer a contribuição de longo prazo do setor para um desenvolvimento mais seguro e de baixo carbono.

As principais mensagens são:

  • O etanol de milho brasileiro está bem-posicionado para contribuir com os desafios globais de descarbonização e segurança energética, atendendo à crescente demanda mundial por biocombustíveis e oferecendo uma solução escalável para a transição energética, tanto em aplicações tradicionais quanto em setores de difícil abatimento de emissões, como aviação, transporte marítimo e indústria pesada;
  • Seu modelo de negócios, baseado no sistema de segunda safra, na operação industrial ao longo de todo o ano e na geração de coprodutos de alto valor agregado, fortalece sua competitividade e confiabilidade. Além disso, a integração com tecnologias de Bioenergia com Captura e Armazenamento de Carbono (BECCS) pode ampliar significativamente sua contribuição para a descarbonização por meio da remoção de carbono;
  • Ao mesmo tempo, uma maior adoção global do etanol de milho brasileiro ainda enfrenta desafios relevantes, incluindo preocupações relacionadas à mudança do uso da terra, associações com a cadeia da soja, o debate “food vs. fuel”, questões ligadas à sustentabilidade da biomassa e o conhecimento ainda limitado sobre o modelo brasileiro de segunda safra;
  • Dessa forma, para destravar o potencial do setor, os stakeholders brasileiros devem trabalhar no fortalecimento das narrativas de competitividade e sustentabilidade do etanol de milho, com foco em quatro frentes prioritárias:
  1. transformar oportunidades de curto prazo em uma perspectiva duradoura de crescimento;
  2. endereçar os desafios atuais de mercado;
  3. reforçar e comprovar seus atributos de sustentabilidade nos mercados globais; e
  4. aprimorar as condições de mercado para o desenvolvimento de projetos de BECCS.

Confira o estudo completo (apenas em inglês) aqui.

Acesse a apresentação executiva (apenas em inglês) aqui. 

Acesse o factsheet (apenas em inglês) aqui.

Foto: Jesse Gardner via Unsplash.com